Já faz algum tempo, um generoso tempo, em que noto algo bastante incômodo. A sociedade, musicalmente falando, está estagnada culturalmente. É extremamente triste ter que ouvir as mesmas músicas, tocando em todos os lugares. Na verdade meu exemplo se dá na rotina da região que vivo, o oeste paranaense, mas que percebo ser o mesmo em todo território brasileiro. A juventude está totalmente entregue ao sertanejo universitário e às músicas eletrônicas da moda, que, particularmente, acho insuportáveis.
É de uma pobreza tamanha que um país que é dado como propenso ao crescimento, seja tão limitado culturalmente. O tema desse texto é música, mas, em todas as vertentes culturais, quem ao menos tenta pensar está em um processo contínuo de sofrimento, basta perceber a programação da TV aberta nacional até a horrível determinação das emissoras fechadas de dublar toda sua programação, mas isso é assunto para outra conversa.
Ver pais colocando Michel Teló para seus filhos dançarem e menininhas de 14 anos (crianças, até onde eu sei) requebrando em batidas lastimáveis vai determinando como está a nossa sociedade atual. Posso dizer que ando pessimista com o que vejo. Não espero ninguém ouvindo Mozart no som do carro, mas que ao menos não sejamos totalmente rendidos por essa inutilidade. É de se pensar em todas influencias possíveis na formação dos futuros jovens, diariamente afundados em garrafas de bebida alcoólica. Se quiser realmente crescer, é preciso foco total na educação e ao menos na melhora de nossos costumes, senão, estamos mesmo fadados ao fracasso, celebrando apenas sucessos individuais, daqueles que cuidam de seu corpo, sua mente. Minha visão: a vida ficará mais fácil para quem estudar, e quiser se destacar, dessa forma, parando de ser estupidamente igual a todos os outros.

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